Após publicação de valor exorbitante na quarta-feira, Executivo republica extrato com redução de 50%. Mesmo corrigido, contrato temporário de 3 meses custará R$ 1,3 milhão mensal aos cofres públicos.
Em uma reviravolta administrativa, a Prefeitura de Parnamirim publicou na edição desta sexta-feira (30) do Diário Oficial uma errata referente ao polêmico contrato de transporte escolar divulgado 48 horas antes. O valor global do aditivo, que inicialmente constava como R$ 8.000.000,00, foi corrigido para R$ 4.000.016,00 (Quatro milhões e dezesseis reais).
A alteração consta no extrato republicado do Termo Aditivo ao Contrato nº 081/2025, firmado com a empresa MG Almeida Diógenes Ltda. No rodapé do documento oficial, a Secretaria de Educação inseriu a justificativa concisa: “Republicação por incorreção de valor”.
A Dança dos Números A correção altera drasticamente a matemática do gasto, embora os valores permaneçam expressivos.
- O Erro: Na edição de quarta-feira (28), o custo para manter o transporte escolar por apenas 3 meses (de janeiro a abril) resultava em uma média de R$ 2,66 milhões por mês.
- A Correção: Com o novo valor global de R$ 4 milhões, o custo médio mensal cai para aproximadamente R$ 1.333.338,00.
Embora a redução de 50% traga um alívio contábil, o montante de R$ 1,3 milhão mensais pago em um contrato emergencial — sem a ampla concorrência de uma licitação definitiva — continua sendo um ponto de atenção para a fiscalização cidadã.
A falha na publicação anterior expõe fragilidades no controle interno dos atos oficiais, gerando ruído desnecessário sobre as contas públicas. Resta agora à população acompanhar se a licitação definitiva será concluída dentro deste prazo de 90 dias ou se novos aditivos — e novas cifras — surgirão em abril.






